Universidade influencia empregabilidade?

Não sei se será consensual considerar que a universidade que se frequentou vai influenciar a empregabilidade ou não. A minha opinião é que a universidade é um factor importante.

Muitos defendem que estar inscrito na OE ou na ANET é a mesma coisa. Eu não concordo.

É um facto aceite por todos (penso eu) que o Instituto Superior Técnico (IST) e Faculdade de Engenharia da universidade do Porto (FEUP) são as faculdades portuguesas com maiores taxas de empregabilidade. Não raras vezes se vê em anúncios: “Procura-se Engenheiro Civil, FEUP ou IST”. Mas porquê que acontece isto?

Primeiro, porque estas universidades historicamente têm já um certo estatuto que as outras ainda não alcançaram. Depois, porque estão localizadas nos dois grandes centros urbanos do país (Lisboa e Porto).

As empresas vão preferir contratar um engenheiro cujo curso seja reconhecido pela Ordem dos Engenheiros (ou ANET). Mas se estão num curso que não é reconhecido, não desmotivem. Não vai ser por isso que não vão encontrar emprego.

Quanto às universidades privadas, tenho sérias dúvidas. Se eu fosse dono de uma empresa, nunca contrataria um engenheiro civil proveniente de uma universidade privada. Porquê? Por sei que existem alguns esquemas de facilitismo neste tipo de universidades, como o célebre caso do Engenheiro Sócrates. Mas que fique bem claro que não é regra geral.

4 comments

  1. Penso que a questão da universidade já não é preponderante como era antigamente, pois os cursos do politécnico estão cada vez mais preparados tanto a nível de docentes como de instalações.
    Em relação ás universidades estarem colocados nos grandes centros urbanos também é falso visto que existe o ISEL em Lisboa e o ISEP no Porto.
    Posso dizer que como eng. técnico nunca tive grandes problemas em arranjar trabalho.
    Para 90% dos trabalhos de engenharia ser da OE ou da ANET é exactamente a mesma coisa.

    Pela minha experiência pessoal e profissional, penso que sobretudo há uma grande diferença entre as universidades e os politécnicos:
    As universidades criam profissionais mais teóricos, mais virados para projecto e investigação. Os politécnicos por seu lado criam profissionais mais práticos e orientam a formação para a gestão de obra e produção.
    Penso que ambos os “estilos” de formação têm lugar no mercado e complementam-se.

    Além disso, depois de entrar no mercado do trabalho penso que a questão do curso já não se põe mas sim a sua capacidade de trabalho e resolver problemas.
    Na minha empresa posso dizer que até há uma maioria de engs técnicos

  2. Liliana diz:

    Com os novos cursos de Bolonha, diluiram-se muiras diferenças entre as Universidades e os Politécnicos.

    Pode ainda haver um certo status de ter-se tirado o curso em determinada faculdade, mas isso passa-se despercebido.

    Eu por exemplo, sou Licenciada pelo ISEL (comecei por ser Bacharel, mas tirei posteriormente a Licenciatura), membro efectivo da OE. Um dos meus colegas de trabalho, é formado pelo Politécnico do Barreiro, não está inscrito em nenhuma associação profissional e ganha exactamente o mesmo que eu…

    É injusto, mas é assim que funciona!

    ÀS vezes mais parece que ser-se membro da OE é mais uma questão de elitismo do que propriamente um reconhecimento de capacidade e habilitação profissional.

    Que desculpem os colegas que estão a tirar os cursos no novo formato, mas a verdade é que há diferenças de formação e que isso vão reflectir no desempenho profissional. Acaba sendo este aspecto mais relevante do que a Faculdade em si.

  3. Fábio diz:

    Subscrevo na integra o que o “construgomes” disse. Eu tenho uma opinião muito própria acerca de todos os cursos de Engenharia. Sou da opinião que a veia de Engenhoca nasce com cada um e é no exercício da profissão que consegues potencializar o teu talento. Mas isto é a minha opinião. Conheço um rapaz que andava num politécnico só tirava 18 e 19, foi para o IST e continuou a tirar 18 e 19.

    Cumprimentos

    • Liliana diz:

      Fábio, notas 18 e 19 não significam que venha a ser um excelente Engenheiro. Não é só a componente técnica que conta (e a teoria é uma coisa, muita vezes difere da prática), mas também há componente humana e essa não te é ensinada em lugar algum e não há nenhuma “receita”…

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