Construtoras querem despedir trabalhadores

Para responder às crescentes dificuldades financeiras, construtoras pedem ao Governo excepção à lei dos despedimentos.

A FEPICOP, estrutura de cúpula que representa as diversas associações de empresas construtoras em Portugal, solicitou ao Governo a declaração de “sector em reestruturação” para responder ao estado de emergência que diz estar a viver-se na indústria da construção em Portugal.

Ricardo Pedrosa Pomes, presidente da FEPICOP e também da AECOPS, que reúne as maiores construtoras nacionais, enviou uma carta ao primeiro-ministro Pedro Passos Coelho em que defende que seja estendida a todo o sector uma autorização que foi recentemente concedida à construtora Soares da Costa.

O objectivo é que o crescente número das construtoras em dificuldades financeiras possam ultrapassar as quotas legais para acesso ao subsídio de desemprego. No caso da Soares da Costa, essa autorização foi deferida pelo Governo.

Nos últimos meses, só no grupo das maiores construtoras foram conhecidos problemas financeiros que levaram à declaração de insolvência, a processos de despedimento colectivo, rescisões voluntárias ou a atrasos no pagamento nas empresas Opway, Soares da Costa, A. Mesquita, Grupo Lena, MonteAdriano, Novopca, Edifer e FDO, entre outras.

In Jornal Económico

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