Profissionais de Engenharia, Arquitectura e Construção do 3º Milénio

Apesar de estarmos vivendo o 3º milênio, encontramos ainda uma parcela de profissionais do vasto universo tecnológico e construtivo não alinhada com os ditames que o advento do ano 2000 passou a exigir inexoravelmente. Muito mais do que em tempos recentemente passados,

a cada dia torna-se preponderante o fornecimento de serviços com “eficiência e resultados”, currículos “recheados” de evidências em ações por qualificação profissional, procedimentos ilibados “ao vestir a camisa da empresa”, etc.

Ainda temos em evidência engenheiros, arquitetos, tecnólogos e técnicos que possuem significativo portfólio constituído por prestação de serviços ou vínculos empregatícios nas últimas décadas, entretanto, não se adequaram ao que o panorama atual exige “para o hoje” e projeta “para o amanhã”.

Há profissionais, inclusive em cargos de chefia que ainda carregam “ranços” empregados nas referidas décadas passadas, como por exemplo conceitos tais como “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, “você não é pago para pensar”, etc. São aqueles profissionais que quando tudo dá certo, procuram evidenciar para si os louros do sucesso; quando tudo dá errado, procuram atribuir o fracasso aos seus subordinados.

Esse pormenor é de extrema importância para que a alta direção da empresa esteja atenta, pois hoje não se concebe atitudes dessa natureza, podem ser extremamente comprometedoras para a organização.

Há milhares de contenciosos trabalhistas em razão de “pressões” de chefias mal preparadas. E… normalmente aos reclamantes são dadas sentenças favoráveis.

Em resumo, a “menina dos olhos” em termos de colaboração profissional que toda empresa quer e precisa ter, é o profissional com as principais características listadas abaixo:

a) Que esteja preparado para assimilar e se adequar a novas tecnologias, perceber no novo um desafio, e não uma ameaça;

b) Qualificar-se sempre, sempre e sempre, e não ficar esperando que a empresa o convoque para especialização ou qualificação por ela oferecidos;

c) Ser um exímio administrador de seu tempo, no desempenho de funções com eficácia, e não tentar “abraçar tudo de uma só vez” para denotar eficiência ilusória;

d) Ser menos burocrático, menos teórico, menos conjecturista…; ser mais executivo, mais prático, mais competente…

e) Ser um profissional polivalente, com aptidões multidisciplinares, sendo para a empresa uma verdadeira “microempresa”;

f) Ter capacidade de compreensão do relacionamento pessoal na empresa, primando pela simpatia e principalmente empatia no ambiente de trabalho, colaborando para reações e “feedback” favoráveis;

g) Ter capacidade de redação nas necessidades pertinentes, não cometendo erros grosseiros de português em atas, relatórios técnicos, memoriais descritivos, propostas técnicas e afins, especializando-se ou ainda lendo bons livros técnicos ou de literatura;

h) Provocar a melhoria contínua na força de trabalho conjunto ou em equipe, primando pela manutenção da sinergia no relacionamento profissional.

Alguém já disse nesta nova era de resultados: “A empresa observa o colaborador não adequado às necessidades atuais, esperando sua iniciativa. Caso não se note evidências de adequação, substitui-se o colaborador.”

 

José Luiz Mendes Gomes é (Técnico em Edificações e Estradas, escritor e ilustrador de livros técnicos. É Diretor Técnico do “Poenarco Portal da Engenharia, Arquitetura e Construção” www.poenarco.com.br

[Escrito em português do Brasil]

One comment

  1. Renato Oliveira diz:

    É uma realidade nos dias de hoje, excelente artigo tanto para empregadores como para empregados.

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