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Aurélio Martins Sobreiro Faliu

Os credores da Aurélio Martins Sobreiro recusaram o plano de viabilização apresentado pelo administrador de insolvência e a empresa, ainda com 120 trabalhadores e que já foi a maior construtora do Alto Minho, será encerrada.

“O plano [de viabilização] necessitava de dois terços dos votos favoráveis para ser aprovado, o que não aconteceu. O resultado da votação já foi comunicado ao Tribunal de Viana do Castelo que, durante a semana, deverá emitir despacho de encerramento da empresa”, disse hoje à agência Lusa o administrador de insolvência.

Segundo Nuno Oliveira da Silva, em assembleia e com votação por escrito, 47,9 % dos credores votaram contra o plano de viabilização, incluindo o Banco Espírito Santo (credor de 5,4 milhões de euros).

Já a Caixa Geral de Depósitos (credora de 7,5 milhões de euros), votou favoravelmente esse plano, o que não foi suficiente para manter a empresa em funcionamento, tendo em conta que os votos a favor apenas totalizaram 52,1 %.

“Face ao resultado da votação, conclui-se que o plano de insolvência não recolheu os votos necessários para ser aprovado”, assumiu ainda o administrador.

Nesta votação, participaram credores representativos de 29,5 milhões de euros, dos quais 2,8 milhões são relativos apenas aos trabalhadores, que já chegaram a ser mais de 300.

“Era uma decisão possível, mas mantenho a posição de que a empresa era viável, tinha futuro e o prejuízo seria menor para todos se se mantivesse a funcionar. Ao ser encerrada, o passivo dispara”, admitiu ainda Nuno Oliveira da Silva.

Com sede em Viana do Castelo, a empresa dedica-se à construção civil e obras públicas e em novembro de 2011, com mais de 800 credores a reclamarem cerca de 40 milhões de euros, a administração pediu a insolvência.

O plano de insolvência previa a viabilização da construtora através da conversão de créditos em capital social e o despedimento de cerca de vinte dos 120 trabalhadores, como forma de adequar a empresa à “realidade atual da construção civil e obras públicas”.

A Aurélio Martins Sobreiro tem uma carteira de encomendas de 12 milhões de euros e, até ao final do ano, deveria faturar cerca de cinco milhões de euros, num conjunto de 27 obras de construção civil.

“A empresa está a funcionar, tem salários, impostos e obrigações em dia. É um milagre que se deve sobretudo dos trabalhadores”, tinha já admitido o administrador de insolvência.

Além de obras em todo o país, a Aurélio Martins Sobreiro chegou a estar presente, com atividade própria, em Angola e Moçambique.

Tijolos de… Sangue

O Britânico Jack Munro encontrou uma nova utilidade a dar ao sangue, mais precisamente ao sangue de bovino. Este deve ser dos poucos materiais de origem bovina que não é aproveitado.

Este tipo de tijolos é feito a partir de sangue fresco, misturado a um anti-coagulante (EDTA), para evitar o espessamento rápido. De seguida é adicionado um composto de sódio, como conservante, para evitar o crescimento de bactérias e a decomposição.

Embora tenha usado bovinos, o sangue de outros animais também pode ser utilizado na fabricação. Depois de inúmeras tentativas infrutíferas de criação de cola, adicionando produtos químicos ao sangue bovino, Munro combinou o sangue tratado, água e areia, e conseguiu produzir um tijolo estável, à prova d’água.

Terá utilidade esta “invenção”?

 

Somague no Togo

O consórcio Somague (50%) Cyes (50%) será responsável pela conceção, procurement e construção dos trabalhos incluídos no conjunto de obras de construção civil do terminal de contentores de Lomé (TCL), para a Lomé Container Terminal, S.A., empresa participada da TIL (Terminal Investment Limited). O contrato tem o valor de € 107.900.000 e prazo de execução de 22 meses.

O futuro terminal localizar-se-á a oeste do porto existente e combinará as vantagens da localização em águas profundas com o mais recente equipamento de manipulação de contentores. Desta forma, será construída a primeira plataforma moderna de transbordo de contentores nas zonas da África Ocidental e Central, capaz de manusear os maiores navios-contentores atuais. A bacia e respetivo terminal serão dimensionados para receber navios porta contentores com capacidade de 14 000 TEU, comprimentos até 400 m, boca de 51.2 m e calados até 15.5 m. A zona de parque de contentores estará preparada para armazenar até seis níveis de contentores cheios.

O terminal conduzirá à expansão do setor marítimo do Togo, estimulará a concorrência nas expedições marítimas regionais e no mercado logístico e, potencialmente, catalisará ainda mais integração regional.

O projeto inclui a execução de uma bacia interior, de 1250 m de comprimento por 250 m de largura, dragada a -16,60 m ZP, limitada, a norte, por um cais com 1050 m de comprimento, e, a sul, por um talude com 1270 m de comprimento. No âmbito das obras de construção civil, estão incluídos vários componentes do terminal.

Estruturas do cais | A estrutura do cais, a norte, será equipada com carris para pórticos e com a estrutura de suporte associada, bem como com os equipamentos do cais necessários para permitir a atracagem segura dos navios porta-contentores.

Bacia | A dragagem da bacia será efetuada até à cota -16,60 m ZH (cota final de projeto, que inclui a dragagem de uma camada de argila entre as cotas -12,00 e -16,60 m). O lado ocidental da bacia, onde não existirá ancoradouro, será protegido por uma estrutura de revestimento, com 250 m de comprimento. Para permitir o acesso de embarcações à área oeste da bacia, será demolido um quebra-mar existente e será reconstruído localmente nas interfaces com as estruturas norte e sul do cais.

Terminal | O terminal, com uma área total de 525 000 m2, requererá trabalhos de enchimento de cerca de 1 000 000 m3 para elevar a atual cota do local até à cota +4,5 m ZH. Cada zona do terminal requererá pavimentação, de acordo com os requisitos operacionais específicos.

in Somague.pt

 

Tubo de queda “genial”