Reacção Bastonário OE ao Acesso Ensino Superior 2013

A área das engenharias foi a que registou mais vagas por ocupar (3431) no concurso de acesso ao ensino superior 2013.

O bastonário da Ordem dos Engenheiros, Carlos Matias Ramos, já veio a público apontar o dedo ao poder político:

– “Foram criados cursos como cogumelos, com o nome de engenharia. E sem uma estruturação adequada e uma forma inteligente de desenvolver cursos com empregabilidade fácil, a oferta foi muito superior à procura”, disse à TSF.


 

 

5 comments

  1. Danny diz:

    E eu pergunto: De quem é que foi a culpa? Então, não é a Ordem dos Engenheiros a responsável pela acreditação dos cursos?

    • dani diz:

      Não, quem acredita os cursos superiores é o Ministério da Educação, daí existirem cursos de engenharia que não são reconhecidos pela Ordem dos Engenheiros.

      • Danny diz:

        Seja como for, a ordem devia ter mão nisto! Na minha opinião, se são ordem para receber o nosso dinheirinho também o deviam ser para pôr “Ordem na coisa”! O problema do nosso país é que anda tudo descentralizado e ao sabor das vontades/interesses de cada um e depois dá nisto!

  2. Paulo diz:

    Esse senhor e o outro que lá esteve devia era de estar caladinho porque nos últimos anos apenas se soube servir a si e não a classe.
    Hoje, vemos cursos de Engenharia (Coimbra, FEUP, IST) que não preenchem as vagas todas…Porque?
    Não é só por causa da crise, o problema é que esse senhor não soube ser estratega em nome da classe de Engenheiro.
    Hoje Engenheiro é sinonimo de potencial desempregado e futuro emigrante.
    Pior que as engenharias só mesmo direito daqui por uns anos.

  3. Ricardo Reis diz:

    Curiosamente o Sr. Bastonário esqueceu-se de mencionar várias coisas que interessam ao presente problema:

    Esqueceu-se de referir que o curso está longe de estar em consonância com os interesses da construção para o séc XXI. O curso está centrado no cálculo estrutural, o que podia fazer sentido há 20 anos mas atualmente não faz nenhum, além do que a prioridade europeia de curto prazo no sector da construção incide na eficiência energética. Já para não falar que a médio prazo os desafios são outros e tem a ver com adaptação de infra-estruturas relativamente aos efeitos das alterações climáticas (nenhum aluno ouviu falar sobre isto nos cursos de eng civil actuais) e fundamentalmente dos contributos da nanotecnologia e biotecnologia para a construção (também nenhum aluno ouviu falar sobre isto nos cursos de eng civil actuais). O Sr. Bastonário devia por isso dirigir algumas críticas aos seus colegas, Catedráticos, o que optou por não fazer. Compreende-se. Não convém chatear os amigos.

    Esqueceu-se também de referir que o curso está estruturado para formar trabalhadores por conta de outrem o que por sua vez choca com o empreendedorismo que agora tanto se incentiva. Não se pode andar os 5 anos de um Mestrado Integrado a incentivar uma atitude passiva por parte dos alunos e depois dizer-lhes agora vão e tornem-se empreendedores e criem o vosso emprego. Isso tem um nome é hipocrisia.

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