Vão Faltar Engenheiros, diz a OE

Ordem dos Engenheiros“Daqui a cinco anos vai haver défice de engenheiros na área da construção civil”, disse o bastonário da OE como comentário ao número de estudantes que entrou no curso de Engenharia Civil este ano.

Carlos Matias Ramos questiona ainda: “O Plano Estratégico de Infra-estruturas de Transportes prevê um investimento de seis mil milhões de euros até 2020. Que condições terá o país para dar resposta a este plano, no prazo fixado, se não tivermos cá engenheiros e se não prepararmos engenheiros para o futuro?”.

Pessoalmente gostava que ele tivesse razão. Que efectivamente houvesse trabalho em Portugal para todos os engenheiros civis. Mas todos sabemos que isso não será uma realidade.

Será que diminuindo o número de engenheiros, os salários aumentarão?? Devia ser. Mas também não acontecerá. Continuarão todos a receber os 700€ da praxe

4 comments

  1. diogo diz:

    Quando faltam engenheiros para pagar as cotas a Ordem acorda…. enfim..

    É verdade que vão faltar engenheiros civil daqui a 5 anos se as coisas continuarem assim.

    O natural é os salários terem de aumentar não apenas pela lei da oferta/procura mas porque vão ter de chamar engenheiros que já emigraram para outros paises onde não são chulados com salarios de 700 €… Portanto quem quiser eng civis em portugal daqui a 5 anos ou sobe o ordenado para chamar os que estão no estrangeiro ou fica mal..

  2. Marco diz:

    Acho exagerado essa atitude da ordem. O nosso mercado está saturado de engenheiros civis existem imensos profissionais no desemprego e mesmo a trabalhar noutras profissões. Esta à partida até era uma boa noticia para quem está nessa situação ou mesmo para quem trabalha e recebe um baixo salário. Mesmo que essa suposta escassez possa ocorrer, não sei até que ponto chegaria para absorver os que estão numa actual situação precária. Penso que a ordem deveria ter uma postura que defendesse os actuais profissionais e não especula-se sobre um suposto futuro negro para a engenharia. Mesmo que por ventura essas situação viesse a acontecer não ia faltar gente nos anos subsequentes a se inscrever num qualquer curso de engenharia civil.

  3. FOliveira diz:

    O sector da construção foi o mais afetado pela crise financeira que se abateu sobre Portugal. O tombo só não foi Catastrófico, porque os Portugueses são muito versáteis e tanto empresas como profissionais procuraram rapidamente novas oportunidades no exterior.
    Muitas empresas foram capazes de se adaptar à nova realidade e procurar novos mercados e dessa forma direccionar recursos, tanto humanos como materiais, para o exterior. Só assim muitas industrias puderam continuar a existir através da exportação! Os que não foram capazes disso, fecharam portas, ou estão agora no desemprego porque não são capazes de deixar o país por diversas razões!

    Ainda assim existem perto de 1000 Engenheiros Civis inscritos no IEFP, à espera de uma oportunidade na sua especialidade, existem outros tantos estão empregados em lugares que nada têm a ver com a engenharia civil e os restantes foram para fora do país, porque simplesmente não têm ofertas cá!

    Os poucos profissionais que nos dias de hoje conseguem emprego em Portugal, são mal pagos, alguns a 500€ para trabalharem 10h/12h por dia com grandes responsabilidades e muitas vezes gerindo o negócio do seu patrão, são explorados, ganhando menos até que um simples servente que trabalha 8h por dia e não se responsabiliza por nada.
    Esta é a realidade do Engenheiro civil Junior em Portugal, esta é a realidade que deveria ser divulgada!
    Porque ninguem gosta de dispensar 5 ou mais anos da sua vida estudando para um curso que não dá garantias de emprego ou então dá acesso a um emprego precario, para depois ser ainda ridicularizado por quem nunca estudou na vida, nunca investiu no seu futuro lhe atirar à cara que nunca o fez e ganha ainda mais que ele.

    Muitos Engenheiros poderiam ter-se dedicado à serventia, passar a trolha e hoje, ao fim de 5 ou mais anos, serem chefes de equipa e ganharam mais do que alguns engenheiros empregados em Portugal em menos horas de trabalho e menos responsabilidades, esta é a realidade!

    Olhando para estes factos ainda me admira como ainda existem candidatos!

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