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Atenção: 110 vagas na Mota-Engil!!!

A Mota-Engil, maior empresa de construção do país, lançou programa de trainees com 110 vagas. Esta é a 7ª edição do seu programa para Trainees, designado Star@ME.

“Num contexto de crescimento, o Grupo Mota-Engil procura atrair, identificar e seleccionar jovens com elevado potencial e ambição para abraçar novos desafios, oferecendo um conjunto de oportunidades de emprego em diversas áreas e em diferentes países”, pode ler-se num comunicado.

Os trainees terão uma experiência de trabalho no terreno e ainda um plano de formação em sala, complementado com um programa de ‘mentoring’ com profissionais seniores do Grupo Mota-Engil.

Os candidatos deverão ter Licenciatura e/ou Mestrado nas áreas de: Engenharia Civil, Engenharia Mecânica, Engenharia Eletrotécnica, Engenharia de Minas, Engenharia Geotécnica e Geoambiente, Engenharia Geológica, Engenharia do Ambiente, Engenharia e Gestão Industrial, Engenharia Topográfica, Economia/Gestão, Contabilidade, Arquitectura e Recursos Humanos.

As candidaturas podem ser feitas através deste link.


Mota-Engil ganha obras de 138 milhões

 

 

 

 

 

 

 

A Mota-Engil anunciou a assinatura de “dois contratos para a reabilitação e manutenção de cerca de 340 quilómetros de estrada, no Uganda”, revela a empresa em comunicado emitido para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Estes contratos serão celebrados com a Mota-Engil África e serão “financiados pelo Banco Mundial”, adianta a mesma fonte.

No total, o valor dos contratos ascende a 138 milhões de euros. As obras “decorrerão entre Tororo e Kamdini, duas localidades na região central do país.”

“Com esta adjudicação, a Mota-Engil reforça a sua carteira de encomendas no médio prazo, continuando a diversificar o portefólio de obras na região de África”, adianta o comunicado.

Há um projecto português na shortlist do maior evento internacional de arquitectura

O edifício “Metamorphosis”, sede para Angola da construtora portuguesa Conduril Engenharia S.A, está entre os projectos seleccionados para os prémios do “World Architecture Festival 2018”, considerado o maior evento internacional de arquitectura. Nomeado na categoria de edifícios de uso misto, o projecto candidato é da autoria do atelier de arquitectura da unidade de franchising MELOM Power.

A equipa de projectistas da MELOM Power estará presente em Amesterdão para apresentação do projecto no evento internacional de arquitectura, que terá lugar de 28 a 30 de Novembro, competindo pelo prémio final da categoria e igualmente para a nomeação para “World Building of the Year”, ao lado de grandes nomes da arquitectura mundial como Zaha Hadid Architects, OMA, Big, MK27 e EAA-Emre Arolat Architecture.

Erguido na cidade de Luanda, corporizado sob o lema da construtora ‘”ligado ao passado, projectado para o futuro”’, o edifício “Metamorphosis” tem cerca de 6.500 m2 de área bruta que albergam as mais diversas funções essenciais à prática da empresa no país, nos pisos que o compõem. Desenvolvido pela MELOM Power como objecto urbano promotor de mudança, o edifício a concurso encontra-se instalado sobre um parque urbano construído acima da cota original do terreno, que cria um embasamento funcional e possibilita que o lote ‘saia da sombra’ causada pelos edifícios vizinhos, ao mesmo tempo que permite aos utilizadores a vivência terrena e o contacto com a natureza numa cidade preenchida de construção em massa e com poucos espaços exteriores qualificados.

É ainda conceito e parte integrante do processo, a transposição do parque urbano para os pisos superiores, através de jardins verticais e pátios que povoam a volumetria e são parte integrante da estrutura do edifício, trazendo a vegetação para a construção em altura.

A unidade MELOM Power, sediada no Porto conta com uma equipa com 10 anos de experiência na elaboração e gestão de projectos no mercado da remodelação, reabilitação, reconstrução e construção de imóveis, fazendo parte da rede líder de obras em Portugal.

Veja algumas fotos do edifício:

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Reconversão de edifício do século XIX dá lugar a habitação e comércio na Baixa do Porto

Projecto de reabilitação urbana prevê casas com áreas para venda entre os 47m2 e os 99m2 e para arrendar entre 80m2 a 136m2, bem como duas lojas comerciais no rés-do-chão com 75m2 e 139m2.

O edifício mandado construir no início da segunda metade do século XIX pelo Professor Doutor Adriano de Paiva de Faria Leite Brandão,1.o Conde de Campo Bello, pioneiro da Telescopia Eléctrica, está a ser reconvertido no empreendimento Casa das Oliveiras.

Localizado no número 3 do Largo Alberto Pimentel, em Cedofeita, uma das artérias mais emblemáticas do Centro Histórico do Porto, o projeto, autoria da Arquitecta Isabel Vincke, preserva a identidade do imóvel orientado agora para habitação e comércio. A comercialização está a cargo da Predibisa, consultora imobiliária especializada no norte do país.

Composto por oito apartamentos, distribuídos por quatro pisos, o edifício dispõe de apartamentos T0, T1, T2, T2 Duplex e T3, cinco deles disponíveis para venda e três para arrendamento. As áreas totais das habitações para venda oscilam entre os 47m2 e os 99m2, com preços a partir de 229 mil euros. Por sua vez, as casas para arrendar têm áreas compreendidas entre 80m2 e os 136m2. Os dois espaços situados no piso térreo têm como fim a actividade comercial e agregam áreas de 90m2 e 139m2.

De construção tradicional, o edifício apresenta todas as características de um prédio do Porto do século XIX, com fachadas e paredes de meação em alvenaria de pedra, estrutura dos pisos em travejamento de madeira revestido a soalho maciço e escadaria central em madeira. Dado o bom estado de conservação, o projecto de reabilitação prevê a conservação da traça original do edifício, adaptando-o agora ao conforto de habitação moderna, próprio para famílias, com jardim privativo e possibilidade de estacionamento. Está enquadrado numa zona fortemente comercial e caracterizada pela modernização nos últimos anos, fruto da incidência de outros projectos de reabilitação, que têm acrescentado valor à paisagem urbana envolvente.

Para Madalena Macedo Pinto, responsável Predibisa pelo negócio “Casa das Oliveiras é um produto imobiliário singular. Trata-se de um projecto de reabilitação em pleno coração do Porto, que combina herança histórica com oferta residencial contemporânea. A centralidade, o cuidado que envolveu toda a reconversão do edifício e a exclusividade dos apartamentos, fazem desta uma excelente oportunidade de investimento no Porto, uma cidade cada vez mais cosmopolita”. A consultora acrescenta ainda que “uma oferta cultural e de lazer diversificada, a proximidade de valências como zonas de comércio, serviços, equipamentos de ensino e rede de transportes públicos, fazem desta a morada ideal para quem pretende viver ou investir na Baixa, nomeadamente famílias e casais jovens ou até mesmo estrangeiros temporariamente deslocados em trabalho”.

Empresas de Braga estão a contratar para para Lisboa, Porto e Estrangeiro

O Grupo ABB (Alexandre Barbosa Borges), empresa com sede em Braga, está à procura de engenheiros civis para Porto e Lisboa. Eis o perfil pretendido:

Director de Obra (Porto e Lisboa) :

  • Mestrado/Licenciatura em Engenharia civil;
  • Experiência entre 3 e 5 anos em direção de obra de construção civil;
  • Conhecimentos de Autocad, CCS, Project e Office;
  • Carta de condução obrigatória;
  • Elevado sentido de responsabilidade e organização;
  • Orientação para o cliente;
  • Zonas de Lisboa e Porto;
  • Disponibilidade imediata.

Há também vagas para Eng. Mecânico, Orçamentista, Encarregado, entre outros.

Saiba mais clicando na foto com nome da empresa.

 

A empresa Casais, também com sede em Braga também tem muitas vagas disponíveis. Para engenheiros civis há as seguintes oportunidades para os seguintes perfis:

Director de Obra (Lisboa)

Requisitos:
Formação superior em Eng. Civil;
Inscrito Ordem Engenheiros;
Experiência no mínimo de 3 anos na função;
Residência em Lisboa (preferencial);
Espírito de iniciativa e rigor profissional;
Organizado, grande foco no cumprimento de objectivos
Disponibilidade imediata

 

Director de Obra Cofragens (Lisboa)

Requisitos:

Formação superior em Eng. Civil
Experiência no mínimo de 5 anos, idealmente em cofragens e estruturas de betão
Residência em Lisboa (preferencial)
Elevada flexibilidade e facilidade na comunicação;
Foco no cumprimento de objectivos
Disponibilidade para deslocações nacionais (Lisboa e Algarve)

 

Director de Mercado (Alemanha)

Requisitos:
– Formação superior em Engenharia Civil
– Experiência profissional no sector da construção civil na Direcção de Obra no mínimo de 5 a 10 anos
– Conhecimentos na área das estruturas de cofragem e betão
– Forte apetência comercial
– Fluente em alemão (falado e escrito) – Obrigatório
– Bons conhecimentos de inglês
– Bons conhecimentos de Excel, Project e AutoCad
– Capacidade de comunicação e interacção com clientes
– Disponibilidade para residir na Alemanha num projecto de médio/longo prazo

 

Director de Mercado (Argélia)

Requisitos:

– Formação superior em Engenharia Civil;
– Experiência profissional no sector da construção civil e obras públicas no mínimo de 10 anos;
– Conhecimentos na área das empreitadas gerais;
– Forte apetência comercial;
– Fluente em francês (falado e escrito);
– Excelente capacidade de comunicação e de relacionamento interpessoal;
– Excelente capacidade de liderança, gestão de equipas e conflitos;
– Boas competências de planeamento e de gestão de tempo e de prioridades;
– Sólidas competências técnicas e financeiras (orçamentação e controlo de custos);
– Bons conhecimentos de informática na ótica do utilizador Microsoft Office e MS Project;
– Disponibilidade para residir na Argélia num projecto de médio/longo prazo.

 

Director de Obra Estruturas Metálicas (Angola)

Requisitos:
Formação superior em Eng. Civil ou Eng. Mecânica
Inscrito Ordem Engenheiros
Experiência mínima de 2 anos em orçamentação e direção de obra de serralharias de ferro e aço inox, estruturas metálicas e revestimentos metálicos
Espírito de iniciativa e rigor profissional
Conhecimentos de Ferramentas MS Office, AutoCad, MsProject
Bons conhecimentos de inglês
Organizado, grande foco no cumprimento de objetivos
Interesse em carreira internacional a médio longo prazo

 

Saiba mais clicando na foto com nome da empresa.

 

Obra de 134 Milhões de euros em Portugal

O Primeiro-Ministro vai lançar esta segunda feira concurso para aquela que será a maior obra deste mandato: a requalificação do IP3.

Estas tão reclamadas obras de melhoria na ligação rodoviária entre Viseu e Coimbra no IP3 servirão  para acabar com os elevados índices de sinistralidade rodoviária desta via.

Esta via não será portajada nem sequer concessionada.

A duplicação que iria ser necessária para dotar o traçado com duas vias em cada sentido não poderá ser executada em todos os 75 quilómetros de extensão do percurso, pelo que só 85% deste ficará com perfil de auto-estrada. Mesmo assim, os estudos do governo apontam para uma expressiva redução da sinistralidade e para uma diminuição do tempo de percurso na ligação entre Coimbra e Viseu, que hoje se faz em 65 minutos, em cerca de 22 minutos.

Vai ser feito o lançamento do primeiro concurso para a empreitada de reabilitação do primeiro de três troços, e que implica a intervenção em cerca de 14 quilómetros, entre o Nó de Penacova e a Ponte do rio Dão /Nó da Lagoa Azul. Para as obras neste primeiro troço (que deverão arrancar no primeiro semestre de 2019) o orçamento previsto é de 15 milhões.

Será também anunciado o concurso para a execução da duplicação da via entre Coimbra (Souselas) e Viseu.

O investimento global da obra será de 134 milhões de euros. E o primeiro troço a avançar é aquele que não vai beneficiar da duplicação da faixa. por razões orográficas.

De acordo com o projecto da Infraestruturas de Portugal, cerca de 3% do traçado do “novo” IP3 vai manter o perfil de apenas uma via em cada sentido. Cerca de 12% do traçado terão um perfil 2×1, ou seja, terão em algumas faixas, duas vias de circulação, e uma na outra. A velocidade de circulação permitida não poderá ultrapassar os 90 quilómetros/hora.

 

Nacala Holdings compra Ramos Catarino

A Nacala Holdings, liderada por Gilberto Silveira Rodrigues, adquiriu 100% do capital do Grupo Ramos Catarino. Prosseguindo a política de diversificação, consolidação e crescimento do grupo de empresas com implantação à escala global a que preside, a Nacala Holdings assume simultaneamente com esta aquisição uma vocação local mais forte, já que passa a contar no seu portfólio com uma empresa de construção especializada e com provas dadas na reabilitação urbana de elevada capacidade técnica.

A origem do Grupo Catarino remonta a 1949 e a sua constituição como empresa do sector da construção civil e obras públicas data de 1979. Neste momento, o Grupo Ramos Catarino engloba um conjunto de empresas que actuam nos sectores da construção, home interior e hotel interior, tendo o seu processo de internacionalização sido iniciado em 2006, com o início da actividade em Espanha, prosseguido a partir de 2012 em França e no Reino Unido.

Em março deste ano, os irmãos Vítor e Jorge Catarino haviam readquirido uma participação de 75% na empresa ao Fundo Vallis, regressando assim ao grupo que em 2016 tinha passado a ser gerido pela estrutura criada para a recuperação de empresas do sector da construção. Pouco mais de dois meses e meio depois, a família Catarino chegou a acordo com a Nacala Holdings, detida por Gilberto Rodrigues e Pedro Antelo, respectivamente CEO e CFO do Grupo Elevo, para a alienação da totalidade do capital do grupo.

Com a entrada na Ramos Catarino, a Nacala Holdings passa a ser a proprietária do Grupo Elevo (desde setembro de 2017), da Opway (desde dezembro de 2017) e da Ramos Catarino (maio de 2018), atingindo assim um grau de especialização único em Portugal com know-how, capacidade operacional e inovação em todos os ramos da engenharia e da construção. Com uma carteira de obras de elevado valor e interesse estratégico, a Ramos Catarino é líder na recuperação dos centros históricos das cidades e vilas de Portugal, contribuindo activamente para a preservação e valorização dos seus edifícios públicos e privados.

Aquisição do Grupo OPWAY

A Nacala Holdings adquiriu hoje, dia 28 de Dezembro de 2017, 100% do capital do Grupo Opway. Com esta aquisição, a Nacala Holdings, que em setembro deste ano concluiu a compra do Grupo Elevo ao Fundo Vallis, passa a reunir ao nível das infraestruturas a capacidade técnica e operacional para executar todo o tipo de obra de engenharia, em qualquer parte do globo.

O Grupo Opway nasceu em 2008, fruto da aquisição da SOPOL pela OPCA, e o Grupo Elevo surgiu da fusão, iniciada em 2012, das construtoras Edifer, Monte Adriano, Hagen e Eusébios. O Grupo Opway tem no seu portfolio obras em Portugal, Espanha, Alemanha, Argélia, Cabo Verde, Angola, Moçambique, República do Congo e Colômbia, ao passo que o Grupo Elevo, também detido pela Nacala Holdings, está presente em 18 países.

A Nacala Holdings assume desta forma a sua vocação global em todos os ramos da engenharia e construção e entra em 2018 com novas sinergias, competências e valências, mas também novas responsabilidades, na certeza de que o Grupo está agora mais forte e capaz de responder às exigências e desafios do mercado.

 

Afinal faltam engenheiros ou estão todos a brincar às notícias?

Em 2015, o DN publicou uma notícia que dava conta da baixa empregabilidade do curso de engenharia civil.

Nesse artigo, o Bastonário da Ordem dos Engenheiros alertava que com «”os indícios de que a construção civil está a evoluir positivamente”, poderá, a médio prazo, existir falta de profissionais em Portugal.»

Em 2017, mais propriamente há 7 meses, o DN publica nova notícia em que o curso de engenharia civil continua destacado nesse indicador.

O Bastonário volta a confirmar a informação e lança novo alerta relativo à falta de profissionais a médio prazo. «”Houve uma diminuição de cursos substancial, talvez em demasia. De tal forma que um dia destes vamos ter défice de engenheiros civis e vamos ter de importá-los.”»

A preocupação do Bastonário é compreensível: as faculdades reduziram o número de vagas em Engenharia Civil, porque o curso tinha baixa empregabilidade e consequentemente menor procura. Menos profissionais, menos quotas, menos poder.

Não é por isso novidade nenhuma que o coordenador do Colégio de Engenharia Civil da Ordem dos Engenheiros da Região Norte, contactado ontem pelo Jornal de Notícias, tenha novamente dito que “em breve, vamos estar a importar mão-de-obra e a abrir o mercado da construção civil a empresas estrangeiras”.

Sempre foi este o discurso da Ordem, mesmo tendo em conta que de 2015 para 2017 o cenário de empregabilidade não se alterou, continuando a ser um curso destacado pela negativa nesse aspecto.

O que é estranho é o Jornal de Notícias – jornal do mesmo grupo que o Diário de Notícias – transformar o que é um discurso corporativo na manchete “Portugal tem falta de engenheiros civis”.

Temos? Então e os engenheiros civis que saíram diretos para o desemprego nos últimos anos? Já estão todos empregados e ninguém noticiou?

Para os licenciados em Engenharia Civil no desemprego – ou para aqueles a ganhar pouco mais que o salário mínimo – esta é certamente uma notícia inesperada.

Não sabemos se esta notícia é um favor à Ordem dos Engenheiros ou apenas mais um exemplo de um título criado na hora sem qualquer preocupação de rigor. Não sabemos nem podemos perguntar, porque a notícia nem vem assinada.

O que é certo é que nem sequer a Ordem dos Engenheiros vai tão longe: mantém sempre o discurso do “em breve”, que já vem de 2015.

Para o JN, contudo, foi suficiente para declarar a falta de engenheiros civis em Portugal.

Aumentem-se as vagas! Acorram aos cursos! Em 2018, cá estaremos para ler a notícia do DN sobre a empregabilidade do curso de engenharia civil.

Links:

DN 2015: https://www.dn.pt/…/engenharia-e-arquitetura-sao-os-cursos-…

DN 2017: https://www.dn.pt/…/engenharia-civil-e-psicologia-sao-os-cu…

JN 2017: https://www.jn.pt/…/portugal-tem-falta-de-engenheiros-civis…

Texto retirado da página de Facebook “Truques da Imprensa Portuguesa”

 

 

Ordem denuncia ofertas de emprego com retribuições salariais desadequadas

“Ordem dos Engenheiros (OE) tem vindo a acompanhar de perto a publicitação de anúncios para recrutamento de engenheiros, aos quais é oferecido, como contrapartida remuneratória, o salário mínimo nacional ou valores pouco superiores.
Tratando-se de uma situação grave, completamente inaceitável e atentatória do bom nome e do prestígio que a profissão de Engenheiro sempre ocupou na Sociedade, por via da responsabilidade que lhe é exigida e do nível de competências que os seus profissionais têm que reunir, a OE denunciou a situação juntos dos órgãos oficiais do Estado e fez chegar aos membros do Governo, a todos os Grupos Parlamentares, ao Regulador e a muitas entidades patronais, alertas sérios sobre o tema, pedindo tomadas de posição firmes que concorram para a justa reposição dos estatutos profissionais destes técnicos altamente qualificados.
A situação é tanto mais absurda quanto, em vários destes anúncios, constam, como fatores eliminatórios, a experiência, formações especializadas e conhecimentos em tecnologias avançadas específicas. É-o também porque à prática dos Atos de Engenharia está associado um elevado nível de responsabilidade perante os cidadãos e a resolução de problemas técnicos de grande complexidade. A Engenharia é uma profissão de confiança pública, cuja missão reside na garantia da segurança das pessoas e bens. Esta condição não é, de modo algum, compaginável com as ofertas salariais que têm vindo a público.
Muito embora a Ordem não tenha jurisdição para definir ou estabelecer valores remuneratórios, estando-lhe, inclusivamente, vedado por Lei o exercício de funções sindicais, de acordo com o n.º 2 do artigo 5.º da Lei 2/2013, de 10 de janeiro (Lei que regula a criação, organização e funcionamento das Associações Públicas Profissionais), esta Associação Profissional e os seus membros dirigentes não podem ignorar a tentativa de dumping salarial, com refúgio no argumentativo da crise financeira, que está a ser eficazmente aproveitada por várias organizações nacionais.
Recorde-se que, aquando da publicação do novo Código dos Contratos Públicos (CCP), a 31 de agosto deste ano, a Ordem teceu críticas acesas ao legislador precisamente por não terem sido consideradas as medidas por si propostas e que travariam o dumping salarial que o articulado do Código permite.
A Ordem dos Engenheiros está altamente empenhada em continuar esta trajectória de alerta junto dos órgãos competentes do Estado, bem assim como junto das empresas que mais engenheiros necessitam nos seus quadros, de modo a contribuir para a revisão e reversão deste problema.”
Fonte:www.ordemengenheiros.pt