Soares da Costa procede a fusões internas para combater crise

O grupo Soares da Costa anunciou que vai implementar várias fusões internas, para fazer face ao “significativo abrandamento da actividade de construção em Portugal”.

Assim, irá incorporar a Contacto (empresa que foi comprada em 2008) na Sociedade de Construções Soares da Costa.

Além disso, a Soares da Costa -Serviços Técnicos e de Gestão, também deixará de existir integrando a Soares da Costa Concessões.

Estas alterações não terão “qualquer repercussão na demonstração da posição financeira e nos resultados consolidados”. Acrescentam que estas fusões  representam uma “medida de racionalização operacional para o reforço de uma posição competitiva num mercado altamente concorrencial e cada vez mais internacional”.

Recorde-se que a Soares da Costa procedeu já ao corte de centenas de postos de trabalho em Portugal.

Invenção Genial para Casa de Banho

Falta de Engenheiros no Brasil

As notícias não são de agora: Brasil precisa de engenheiros, sendo que actualmente este país tem a maior carência de engenheiros dos últimos 30 anos.

Segundo o Jornal “Terra” todos os anos são formados no Brasil cerca de 40 mil engenheiro, tendo o país uma necessidade a curto prazo (próximos 5 anos) de 300 mil engenheiros. Esta procura tem a ver sobretudo com a aproximação do Mundial de Futebol e Jogos Olímpicos.

Esta falta de engenheiro deve-se em grande parte ao elevado número de alunos que desistem do curso antes da finalização deste. Segundo as estatísticas, as desistências nos cursos de engenharia estão entre os 40 e 50%.

Fonte:Jornal Terra

Engenheiros Civis -admissão à OE

No seguimento de outros artigos do site que falam sobre a competência e a empregabilidade e a sua relação com as médias e universidade frequentada, gostaria de deixar o meu comentário neste artigo específico sobre os exames de admissão à OE.

Na minha opinião, TODA A GENTE que termina um curso de engenharia deveria fazer exame de admissão à OE, independentemente da média ou escola. Não um exame como os que se fazem ao longo dos cursos, pois isso ia dar ao mesmo, mas sim reflectindo os casos bicudos que são o pão nosso de cada dia da vida real.

Acho que deviamos ter um sistema parecido ao do Reino Unido. Lá, quando alguém termina um curso de engenharia, tem de passar por um esquema de treino profissional aprovado pelas Ordens (Institution of Civil Engineers ou Institution of Structural Engineers por exemplo). Se o conseguir fazer numa empresa que já tenha esses planos de formação aprovados porreiro, senão tem de fazer o seu próprio plano de cursos de formação (onde além de conteúdos técnicos tem também de estar incluído: liderança, gestão de equipas, condução de reuniões, etc etc). Isto demora mais ou menos 3 ou 4 anos (que eles consideram um mínimo). Depois, a pessoa apresenta-se como candidato à admissão a membro profissional (“chartered member”). As Ordens analisam o seu percurso académico, o seu percurso profisional inicial (incluindo o tal esquema de formação aprovado) e decidem se pode fazer o exame à Ordem. No caso da Institution of Structural Engineers, o exame ocorre uma vez por ano em vários locais espalhados pelo mundo, dura 7 horas e tem uma taxa de reprovação de cerca de 60%. Depois ainda há uma prova sob a forma de entrevista, a realizar noutra data.

Um outro exemplo é a California, onde para se ser um “Professional Structural Engineer”, habilitado a assinar projectos de estruturas é preciso (por esta ordem):

– passar no exame nacional de graduado em engenharia civil (8 horas);

– ganhar no mínimo 4 anos de experiência profissional relevante;

– passar no exame nacional de profissional em engenharia civil vertente estruturas (8 horas);

– passar no exame estadual de engenharia de estruturas (8 horas). Embora seja possível trabalhar nesta área no Reino Unido sem estar inscrito nas Ordens (nos EUA, pelo menos o primeiro exame é obrigatório), em nenhum destes países se vai muito longe sem conseguir chegar a membro profissional.

Os títulos de MICE e MIStructE (Reino Unido) e o de Professional Structural Engineer (California) são do que mais prestigiante pode haver, e muito procurados por firmas de engenharia que actuam no mercado global. Por outro lado, em Portugal, temos pessoas sem formação específica em estruturas, muitas vezes acabadinhos de sair do “forno”, a meter porcos no Cype para ver se saem chouriços. E quem diz estruturas diz outras áreas. Também já trabalhei com um doutorado português com médias elevadíssimas que nunca conseguiu passar no exame no Reino Unido, e isso é bem patente no seu trabalho (não dá uma para a caixa…). No entanto, em Portugal, ele é o maior Se realmente se quiser fazer a separação entre aqueles que sabem dar resposta aos problemas REAIS, e os que só sabem resolver exercícios académicos, é para este caminho que temos de apontar. E olhem que não me estou a queixar, pois terminei o curso de Eng. Civil (Estruturas) no IST com média de 14, sou membro efectivo da OE e estive sempre empregado desde que me graduei. Isto é apenas uma crítica construtiva para ajudar a credibilizar a nossa engenharia neste mundo globalizado.

Por fim, deixo abaixo um link com exames antigos para membro “chartered” do IStructE para vocês brincarem um bocadinho http://www.istructe.org/membership/examination/past-papers

Escrito por: Eng. Renato

 

TEKTÓNICA 2012 – Bilhetes Grátis

Mais uma vez, este blogue tem para vos oferecer bilhetes grátis para a TEKTÓNICA. Desta feita o nosso “patrocinador” é a Schlüter-Systems, que estará presente na feira.

Assim, deverão enviar e-mail para info@schluter.pt com as seguintes informações:

– Nº Bilhetes Solicitados:
– Nome Empresa / Particular:
– Nome Contacto:
– Morada:
– Cód. Postal/Localidade:
– Tlf./Tlm:
– Email:

TEKTÓNICA 2012

Realiza-se de 8 a 12 de Maio a edição de 2012 da maior Feira Internacional de Construção e Obras Públicas: a Tektónica.

Esta feira ocorrerá na FIL (Feira Internacional de Lisboa)

Esta será a 14ª edição das feira e ocupará os 4 pavilhões da FIL.

DESTAQUES:

– Portugal Constrói;
– Conferência Eficiência Energética;
– Dia da Arquitectura;
– Dia da Engenharia;
– Academia TEKTÓNICA 2012;
– Espaços Reabilitação / Espaços;
– Eficiência Energética / Espaço Inovação;
– Prémios TEKTÓNICA 2012.

O Bilhete tem o custo de 10€. No entanto, o blogue Engenharia Portugal Como tem sido habitual irá oferecer bilhetes grátis.

Bilhar em África

Profissionais de Engenharia, Arquitectura e Construção do 3º Milénio

Apesar de estarmos vivendo o 3º milênio, encontramos ainda uma parcela de profissionais do vasto universo tecnológico e construtivo não alinhada com os ditames que o advento do ano 2000 passou a exigir inexoravelmente. Muito mais do que em tempos recentemente passados,

a cada dia torna-se preponderante o fornecimento de serviços com “eficiência e resultados”, currículos “recheados” de evidências em ações por qualificação profissional, procedimentos ilibados “ao vestir a camisa da empresa”, etc.

Ainda temos em evidência engenheiros, arquitetos, tecnólogos e técnicos que possuem significativo portfólio constituído por prestação de serviços ou vínculos empregatícios nas últimas décadas, entretanto, não se adequaram ao que o panorama atual exige “para o hoje” e projeta “para o amanhã”.

Há profissionais, inclusive em cargos de chefia que ainda carregam “ranços” empregados nas referidas décadas passadas, como por exemplo conceitos tais como “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, “você não é pago para pensar”, etc. São aqueles profissionais que quando tudo dá certo, procuram evidenciar para si os louros do sucesso; quando tudo dá errado, procuram atribuir o fracasso aos seus subordinados.

Esse pormenor é de extrema importância para que a alta direção da empresa esteja atenta, pois hoje não se concebe atitudes dessa natureza, podem ser extremamente comprometedoras para a organização.

Há milhares de contenciosos trabalhistas em razão de “pressões” de chefias mal preparadas. E… normalmente aos reclamantes são dadas sentenças favoráveis.

Em resumo, a “menina dos olhos” em termos de colaboração profissional que toda empresa quer e precisa ter, é o profissional com as principais características listadas abaixo:

a) Que esteja preparado para assimilar e se adequar a novas tecnologias, perceber no novo um desafio, e não uma ameaça;

b) Qualificar-se sempre, sempre e sempre, e não ficar esperando que a empresa o convoque para especialização ou qualificação por ela oferecidos;

c) Ser um exímio administrador de seu tempo, no desempenho de funções com eficácia, e não tentar “abraçar tudo de uma só vez” para denotar eficiência ilusória;

d) Ser menos burocrático, menos teórico, menos conjecturista…; ser mais executivo, mais prático, mais competente…

e) Ser um profissional polivalente, com aptidões multidisciplinares, sendo para a empresa uma verdadeira “microempresa”;

f) Ter capacidade de compreensão do relacionamento pessoal na empresa, primando pela simpatia e principalmente empatia no ambiente de trabalho, colaborando para reações e “feedback” favoráveis;

g) Ter capacidade de redação nas necessidades pertinentes, não cometendo erros grosseiros de português em atas, relatórios técnicos, memoriais descritivos, propostas técnicas e afins, especializando-se ou ainda lendo bons livros técnicos ou de literatura;

h) Provocar a melhoria contínua na força de trabalho conjunto ou em equipe, primando pela manutenção da sinergia no relacionamento profissional.

Alguém já disse nesta nova era de resultados: “A empresa observa o colaborador não adequado às necessidades atuais, esperando sua iniciativa. Caso não se note evidências de adequação, substitui-se o colaborador.”

 

José Luiz Mendes Gomes é (Técnico em Edificações e Estradas, escritor e ilustrador de livros técnicos. É Diretor Técnico do “Poenarco Portal da Engenharia, Arquitetura e Construção” www.poenarco.com.br

[Escrito em português do Brasil]

Reportagem SBT: Brasil Procura Engenheiros

A reportagem pode ser vista aqui.

Construtoras querem despedir trabalhadores

Para responder às crescentes dificuldades financeiras, construtoras pedem ao Governo excepção à lei dos despedimentos.

A FEPICOP, estrutura de cúpula que representa as diversas associações de empresas construtoras em Portugal, solicitou ao Governo a declaração de “sector em reestruturação” para responder ao estado de emergência que diz estar a viver-se na indústria da construção em Portugal.

Ricardo Pedrosa Pomes, presidente da FEPICOP e também da AECOPS, que reúne as maiores construtoras nacionais, enviou uma carta ao primeiro-ministro Pedro Passos Coelho em que defende que seja estendida a todo o sector uma autorização que foi recentemente concedida à construtora Soares da Costa.

O objectivo é que o crescente número das construtoras em dificuldades financeiras possam ultrapassar as quotas legais para acesso ao subsídio de desemprego. No caso da Soares da Costa, essa autorização foi deferida pelo Governo.

Nos últimos meses, só no grupo das maiores construtoras foram conhecidos problemas financeiros que levaram à declaração de insolvência, a processos de despedimento colectivo, rescisões voluntárias ou a atrasos no pagamento nas empresas Opway, Soares da Costa, A. Mesquita, Grupo Lena, MonteAdriano, Novopca, Edifer e FDO, entre outras.

In Jornal Económico