Metro de Lisboa “mete água”

A estação do metro do Terreiro do Paço apresenta fissuras que podem por em causa o tempo de vida útil das estruturas em causa.

A entrada de água é visível dentro da estação e na parte inicial do túnel que vai até ao Cais do Sodré.

Consultado um pela SIC um engenheiro civil com mais de 30 anos de experiência e conhecedor da obra, este ficou preocupado com o que viu, afastando a possibilidade de perigo imediato.

Deverão assim ser tomadas medidas de acção correctivas para que o tempo de vida útil não fique comprometido. Além disso, se esta reparação for feita fora da garantia da obra, será o Estado a pagar a factura.

TGV nas mãos de Passos

Trabalhos na linha Poceirão-Caia estão «completamente» parados, com empresas à espera de clarificação do Executivo. Tribunal de Contas afasta possíveis indemnizações.

O administrador da empresa portuguesa detida pela brasileira Andrade Gutierrez diz estar «na expectativa de que, dentro deste novo quadro político e económico, seja encontrada uma solução». Já o presidente da Confederação Portuguesa da Construção e Imobiliário, Reis Campos, explica ao SOL que as empresas estão «a enfrentar um problema político».

Acontece que o poder de decisão sobre a continuidade ou não deste projecto está agora nas mãos do novo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e do ministro das Finanças, Vítor Gaspar. Todas as entidades envolvidas estão à espera de orientações e nem mesmo o Ministério da Economia, que tem a tutela das obras públicas, terá a palavra final. Fonte oficial do gabinete de Álvaro Santos Pereira disse ao_SOL que o ministro aguarda orientações de S. Bento e do Terreiro do Paço.

No Programa do_Governo, o_Executivo compromete-se a «suspender o projecto de alta velocidade Lisboa – Madrid», mas deixa a porta aberta à sua continuidade. «Poderá sujeitar-se o projecto a uma reavaliação, incluindo o seu conteúdo e calendário, numa óptica de optimização de custos», lê-se no documento.

O financiamento para a construção da linha já está assegurado, com o Banco Europeu de Investimento a garantir 600 milhões de euros e os fundos europeus do_QREN e da rede transeuropeia de transportes mais 662 milhões, ou seja, três quartos do total.O restante montante será assegurado pelo_Estado português – 116 milhões –, pela empresa pública REFER – 60 milhões –, pela banca comercial – 90 milhões – e por fundos próprios do consórcio – 150 milhões.

In SOL

Ganhe Viagem às Maldivas

Porque nem tudo é engenharia civil, por vezes é necessário descansar um bocado para ganhar energia para o trabalho.

Para isso, nada mais que uma viagem às Maldivas completamente grátis. Estão a ser oferecidas viagens de 30mil em 30mil participantes. Para se habilitar basta carregar no banner e preencher nome e e-mail.

Habilita-se também a ganhar vouchers para hotéis espalhados pelo país.



Ramos Catarino em Sevilla

A construtora Ramos Catarino vai ser responsável pelos trabalhos de reabilitação das coberturas e fachadas do Consulado de Portugal em Sevilha, prosseguindo assim a consolidação no mercado espanhol.

Com um prazo de execução de três meses, a empresa garante que se trata de “uma obra de grande responsabilidade no que concerne ao rigor e ao cuidado nos pormenores na recuperação de edifícios históricos”. O Consulado de Portugal ocupa um Edifício “singular”,construído para a Exposição Ibero-americana realizada em Sevilha de 1929, onde se assumiu como Pavilhão de Portugal, pelo que ostenta alguns dos símbolos mais emblemáticos do Estado português no primeiro quartel do séc. XX.

A adjudicação de mais este projecto corresponde ao crescimento sustentado que a Ramos Catarino tem vindo a conquistar no território espanhol com a execução de obras para clientes prestigiados em diversas áreas, como: sedes empresariais, espaços comerciais, distribuição e logística, áreas de serviço, unidades hoteleiras e instituições bancárias.

Recorde-se que a Ramos Catarino foi galardoada na cerimónia dos Prémios Construir 2011, na categoria “Melhor Empresa de Reabilitação”

In Construir

Estádios do Mundial 2014

Depois de ter-se apresentado aqui os estádios que serão utilizados no Mundial de Futebol de 2014, apresenta-se agora um vídeo com mais algumas imagens destes estádios brasileiros.

Crise no Imobiliário

A crise no sector imobiliário português é conhecida por todos. Por isso, há que apostar noutro tipo de mercados.

Esta singela fotografia foi tirada numa freguesia do concelho da Póvoa de Varzim. Uma coisa é certa: a vizinhança é calma.

Também pode ser considerada uma mensagem subliminar: o sector do imobiliários está às portas da morte.

O anúncio pode ser consultado aqui.

Realço ainda o facto de especificarem que este terreno não possui Piscina, Churrasqueira, Alarme, Garagem, Elevador nem Vidro duplo!

Realmente é estranho um jazigo não ter nada disto.

Primeira Engenheira Civil Portuguesa

A primeira engenheira civil portuguesa formou-se  na Academia Politécnica do Porto, antecessora da Universidade do Porto.

Rita de Moraes Sarmento, nascida em 1872 ingressou nesta instituição em 1887 (tinha 15 anos) no 1º curso de Engenheiros Civis de Obras Públicas.

Curiosamente, apenas teve uma colega do mesmo sexo no quinto ano.

Finalizado o curso, poderia exercer a a profissão de engenheira civil de obras públicas. No entanto, nunca chegou a exercer pois casou-se com António dos Santos Lucas, Tenente de Engenharia e Doutor em Matemática pela Universidade de Coimbra.

Era a filha mais nova de quatro filhas. Os pais, Rita de Cássia de Oliveira Moraes e Anselmo Evaristo de Moraes Sarmento, recebiam com frequência visitas de políticos e intelectuais da época como Teófilo Braga (padrinho da terceira filha), Oliveira Martins, Ramalho Ortigão, Camilo de Oliveira e Antero de Quental. O pai de Rita era jornalista, publicista e defensor dos ideais do Liberalismo. Era proprietário da Tipografia “Imprensa Portuguesa”, tendo sido fundador de diversos periódicos, entre os quais a “Gazeta Literária do Porto”.

Esta primeira engenheira civil portuguesa viria a falecer em 1931, com 59 anos de idade.

Virgínia Moura foi a segunda engenheira formada no Porto e a primeira licenciada pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Reabilitar a Custo Zero

O conceito, vencedor do concurso “Faz – Ideias de Origem Portuguesa”, é proposta por José Paixão, arquitecto de profissão, que reuniu uma equipa composta por um engenheiro civil (Diogo Coutinho) e a estudante de arquitectura (Angélica Carvalho).

Consiste na criação de uma organização sem fins lucrativos cujo objectivo é reabilitar os edifícios sem qualquer custo para senhorios e proprietários.

Isso é conseguido recorrendo a estudantes de Engenharia e Arquitectura (portugueses e europeus), assim como materiais de construção doados. Assim, estes estudantes ao voluntariar-se para realizar este tipo de projectos estão a ganhar experiência de trabalho. Já as empresas que doarem materiais poderão ser “ajudadas” com isenções fiscais ou outro tipo de incentivos. Além disso, será uma boa forma de publicitarem-se e ganharem notoriedade. Como contrapartida, os proprietário deveriam fornecer seria alojamento e alimentação aos estudantes.

Este tipo de obras poderia servir como casos de estudo para cursos e disciplinas focalizadas para a reabilitação de edifícios.

Estágios na Ordem dos Engenheiros

Como a maioria sabe, para ser membro efectivo da Ordem dos Engenheiros é necessário, mesmo para cursos acreditados, realizar um estágio numa empresa tendo o candidato a designação de “Membro Estagiário”. Este pode ter uma duração entre 6 meses e 2 anos.

O guia 2011 deste tipo de estágios, com muita informação útil pode ser consultado aqui.

Ordem dos Engenheiros admite membros com curso de 3 anos

A Assembleia de Representantes da Ordem dos Engenheiros aprovou, em 9 de Julho, alterações significativas ao Regulamento de Admissão e Qualificação (RAQ), permitindo a implementação da decisão do mesmo órgão, tomada a 26 de Março, de admitir membros detentores do grau de licenciado em Engenharia (licenciatura de três anos pós-Bolonha).

Nos requisitos para admissão à Ordem dos Engenheiros (OE), mantém-se o que estipula o respectivo estatuto, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 119/92, de 30 de Junho, e que compreende a obtenção de um grau académico do ensino superior em curso de engenharia, provas de admissão à Ordem e estágio.

Com a presente revisão do RAQ, inicia-se na OE um novo ciclo, relativo à adaptação da profissão de Engenheiro ao desafio colocado pelo Processo de Bolonha, mantendo-se a mesma determinação na promoção da qualidade da Engenharia em Portugal, através da atribuição do título profissional de Engenheiro e do reconhecimento de qualificações profissionais individuais, ajustadas ao nível de conhecimentos, aptidões e competências na admissão, garantindo condições de valorização e de reconhecimento do desenvolvimento profissional ao longo da carreira.

Com esta decisão histórica, a OE, para além de se posicionar perante os desafios do futuro, mantém como princípio orientador a afirmação das exigências de qualidade que sempre nortearam os seus objectivos, regulando desta forma a actividade dos engenheiros, com o propósito de poder continuar a garantir a confiança pública e o reconhecimento pela Sociedade e pelo Estado.

Lisboa, 11 de Julho de 2011

Carlos Matias Ramos
Bastonário da Ordem dos Engenheiros