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Prevenção de Impactos Ambientais dos Estaleiros de Construção em Centros Históricos Urbanos

Escrito por Armanda Couto e João Couto, dois engenheiros civis formados na Universidade do Minho, o livro “Prevenção de Impactos Ambientais dos Estaleiros de Construção em Centros Históricos Urbanos” pode ser considerado um livro de interesse para todos os engenheiros civis e estudantes de engenharia civil.

Muitos queixam-se que não compram livros porque são caros. No entanto este é um bom exemplo de como isso está errado: custa apenas 5,40€ na Engebook.

Escrito em 2008, compila em 88 páginas um conjunto de considerações para se minimizar os impactos ambientais dos estaleiros de obras em centros históricos.

O seu resumo pode ser consultado aqui.

Índice

1. INTRODUÇÃO
1.1 Considerações gerais
1.2 Impactos negativos provocados pelos estaleiros de construção
1.2.1 Produção de resíduos
1.2.2 Lamas nos arruamentos
1.2.3 Produção de poeiras
1.2.4 Poluição da água e do solo e danificação das redes de drenagem
1.2.5 Danificação de vegetação arbórea
1.2.6 Impacto visual
1.2.7 Ruído
1.2.8 Aumento do volume de tráfego e ocupação da via pública
1.2.9 Danificação do espaço público

2. MEDIDAS DE PREVENÇÃO E MINIMIZAÇÃO DOS IMPACTOS DOS ESTALEIROS
2.1 Generalidades
2.2 Relacionamento entre intervenientes da obra e população
2.3 Produção de resíduos e sua minimização
2.3.1 Fontes e causas da produção de resíduos
2.3.2 Porquê minimizar a produção de resíduos
2.3.3 Hierarquia de gestão dos resíduos
2.3.3.1 Redução da produção de resíduos
2.3.3.2 Reutilização dos materiais
2.3.3.3 Reciclagem
2.3.4 Demolição selectiva
2.3.5 Medidas para a minimização dos resíduos nos estaleiros
2.4 Lamas nos arruamentos
2.4.1 Porquê prevenir as lamas nos arruamentos
2.4.2 Como minimizar as lamas nos arruamentos
2.5 Produção de poeiras
2.5.1 A importância da minimização das poeiras
2.5.2 Medidas de controlo das poeiras
2.6 Poluição das águas e do solo e danificação das redes de drenagem
2.6.1 A importância da prevenção
2.6.2 Medidas preventivas da poluição das águas e do solo e danificação das redes de drenagem
2.7 Protecção das árvores
2.7.1 A importância da árvore no meio urbano
2.7.2 Como proteger as árvores
2.8 Impacto visual
2.8.1 A importância do impacto visual
2.8.2 Medidas para a sua minimização
2.8.3 Outras medidas para a minimização do impacto visual das obras
2.9 Ruído
2.9.1 A importância da prevenção do ruído
2.9.2 Medidas que visam a prevenção do ruído emitido pelos estaleiros de construção
2.9.3 Como prevenir o ruído nos estaleiros de construção
2.10 Aumento do volume de tráfego e ocupação da via pública
2.10.1 Porquê minimizar estes impactos
2.10.2 Medidas de minimização
2.11 Danificação do espaço público
2.12 Outras medidas preventivas
2.12.1 Redução do peso das construções
2.12.2 Utilização de tecnologias adequadas de contenção de terras
2.12.3 Utilização de sistemas de contenção de fachadas
2.12.4 Utilização de sistemas pré-fabricados
2.12.5 Planeamento e preparação da obra adequados

BIBLIOGRAFIA

Ramos Catarino em Sevilla

A construtora Ramos Catarino vai ser responsável pelos trabalhos de reabilitação das coberturas e fachadas do Consulado de Portugal em Sevilha, prosseguindo assim a consolidação no mercado espanhol.

Com um prazo de execução de três meses, a empresa garante que se trata de “uma obra de grande responsabilidade no que concerne ao rigor e ao cuidado nos pormenores na recuperação de edifícios históricos”. O Consulado de Portugal ocupa um Edifício “singular”,construído para a Exposição Ibero-americana realizada em Sevilha de 1929, onde se assumiu como Pavilhão de Portugal, pelo que ostenta alguns dos símbolos mais emblemáticos do Estado português no primeiro quartel do séc. XX.

A adjudicação de mais este projecto corresponde ao crescimento sustentado que a Ramos Catarino tem vindo a conquistar no território espanhol com a execução de obras para clientes prestigiados em diversas áreas, como: sedes empresariais, espaços comerciais, distribuição e logística, áreas de serviço, unidades hoteleiras e instituições bancárias.

Recorde-se que a Ramos Catarino foi galardoada na cerimónia dos Prémios Construir 2011, na categoria “Melhor Empresa de Reabilitação”

In Construir

Reabilitar a Custo Zero

O conceito, vencedor do concurso “Faz – Ideias de Origem Portuguesa”, é proposta por José Paixão, arquitecto de profissão, que reuniu uma equipa composta por um engenheiro civil (Diogo Coutinho) e a estudante de arquitectura (Angélica Carvalho).

Consiste na criação de uma organização sem fins lucrativos cujo objectivo é reabilitar os edifícios sem qualquer custo para senhorios e proprietários.

Isso é conseguido recorrendo a estudantes de Engenharia e Arquitectura (portugueses e europeus), assim como materiais de construção doados. Assim, estes estudantes ao voluntariar-se para realizar este tipo de projectos estão a ganhar experiência de trabalho. Já as empresas que doarem materiais poderão ser “ajudadas” com isenções fiscais ou outro tipo de incentivos. Além disso, será uma boa forma de publicitarem-se e ganharem notoriedade. Como contrapartida, os proprietário deveriam fornecer seria alojamento e alimentação aos estudantes.

Este tipo de obras poderia servir como casos de estudo para cursos e disciplinas focalizadas para a reabilitação de edifícios.

Reabilitação Low Cost – Seminário

A revista “Construção Magazine” vai organizar no próximo dia 4 de Maio um seminário na FIL subordinado ao tema “Reabilitação Low Cost”.

O custo associado a este seminário é 50€+IVA (ou 40€+IVA para assinantes da revista) e inclui toda a documentação assim como o respectivo certificado de participação. 

O programa pode ser consultado aqui. Já as inscrições podem ser feitas aqui.

(Gentilmente lembrado pela leitora Andreia) 

Betão de Má Qualidade no IP3

Algumas estruturas de betão do IP3 (que liga Vila Verde da Raia à Figueira da Foz) necessitam de reparação, pois o betão utilizado era de qualidade duvidosa. Este problema verifica-se principalmente no troço que atravessa a barragem da Aguieira.

Em teoria, as estruturas não deviam apresentar qualquer tipo de problema nos 50 anos após a construção. Porém, sete pontes deste Itinerário Principal, apesar de terem apenas 30 anos, carecem já de reparação.

Pela manifestação da patologia (betão a “esfarelar”, nalgumas zonas com armadura à vista) estamos provavelmente perante um caso de má mistura dos componentes do betão. Assim, poderá ter havido um cálculo errado das proporções de cimento, areia, brita e água ou então as proporções de projecto não foram respeitadas em obra. A utilização de areia de origem marítima mal lavada também poderá ser uma das causas da referida patologia, pois poderá ter provocado a corrosão das armaduras e consequente destacamento do betão.

A diminuição da durabilidade e resistência do betão poderia pôr em causa a segurança dos automobilistas.

Este problema vai “obrigar” a Estradas de Portugal a investir cerca de 50 milhões de euros para reabilitar as sete pontes nos concelhos de Penacova, Mortágua e Santa Comba Dão. Uma destas pontes terá mesmo que ser substituída, enquanto nas outras apenas é necessário reparar ou substituir pilares.