Tag Archive for segurança

Cobertura do estádio do Twente ruiu

A cobertura do estádio do Twente, na Holanda ruiu.

Uma pessoa faleceu e cerca de 14 ficaram feridas neste acidente que ocorreu hoje por volta das 12h locais (11h em Portugal).

As causas do acidente ainda estão a ser apuradas. Fala-se em dois pilares da estrutura da cobertura que cederam, mas também algumas pessoas falam num guindaste que caiu.

Todas as pessoas envolvidas neste acidente eram trabalhadores das obras de renovação e ampliação do estádio.

Betão de Má Qualidade no IP3

Algumas estruturas de betão do IP3 (que liga Vila Verde da Raia à Figueira da Foz) necessitam de reparação, pois o betão utilizado era de qualidade duvidosa. Este problema verifica-se principalmente no troço que atravessa a barragem da Aguieira.

Em teoria, as estruturas não deviam apresentar qualquer tipo de problema nos 50 anos após a construção. Porém, sete pontes deste Itinerário Principal, apesar de terem apenas 30 anos, carecem já de reparação.

Pela manifestação da patologia (betão a “esfarelar”, nalgumas zonas com armadura à vista) estamos provavelmente perante um caso de má mistura dos componentes do betão. Assim, poderá ter havido um cálculo errado das proporções de cimento, areia, brita e água ou então as proporções de projecto não foram respeitadas em obra. A utilização de areia de origem marítima mal lavada também poderá ser uma das causas da referida patologia, pois poderá ter provocado a corrosão das armaduras e consequente destacamento do betão.

A diminuição da durabilidade e resistência do betão poderia pôr em causa a segurança dos automobilistas.

Este problema vai “obrigar” a Estradas de Portugal a investir cerca de 50 milhões de euros para reabilitar as sete pontes nos concelhos de Penacova, Mortágua e Santa Comba Dão. Uma destas pontes terá mesmo que ser substituída, enquanto nas outras apenas é necessário reparar ou substituir pilares.

Humor: Nunca Passes a Bola a um Engenheiro

O vídeo já é um bocado antigo. Muito provavelmente até é fake. Mas não deixa por isso de ser uma situação muito caricata.

Desabafos de uma Engenheira Civil

Tal como referi no post “Salário de um Engenheiro Civil”, quero fazer um alerta para que os colegas tenham pleno conhecimento das suas responsabilidades legais (e também deontológicas), quando são contratados.

Eu em 2002 ainda era Bacharel e fui convidada, por uma Cooperativa de Habitação, para fiscalizar a execução de um empreendimento de moradias unifamiliares. Para mim era uma experiência nova, porque até à altura, nunca tinha tido um desafio tão abrangente e oportunidade de ganhar experiência em diversas áreas. As coisas não correram tão bem assim.

O meu empregador achou que eu tinha que prestar “outros serviços adicionais” e fui assediada no local de trabalho… Foi muito complicado lidar com a situação, pois em obra sempre me vesti o mais discretamente possível (sempre de calças de ganga e camisas básicas e largas), nunca me maquilhei, nem perfumei… Mas há pessoas com mau carácter e quando sabem que precisamos do dinheiro ao final do mês para pagar contas e estamos sozinhas, acham que somos presas fáceis…

A minha primeira prestação foi um contrato de um ano. A renovação deve ter sido à custa das expectativas que eu acederia aos intentos… Como não cedi, começou publicamente a destratar-me e se cometia algum deslize ou falta, fazia um escândalo gigantesco! À frente de quem quer que fosse! Quando teve oportunidade, obviamente rescindiu contrato. Mas até ai, o empregador mostrou-se de má fé, não querendo pagar-me legalmente o que tinha direito, ou seja, indemnização por caducidade de contrato.

Estive lá entre Fev. de 2002 a Jan. de 2004. Recorri à ANET para me ajudar, mas honestamente ficaram aquém das expectativas. Limitaram-se a enviar uma carta a explicar os meus direitos. Eles ignoraram-na!

Consegui que me pagassem recorrendo à ameaça: que ia a tribunal para que me pagassem o que devia e que ao mesmo tempo levantaria um processo de assédio sexual e mostraria a todo o mundo os bilhetes e cartas que me escreveu ao longo do tempo.

Sabem que pensei que me tinha livrado deste asqueroso ser? ENGANEI-ME!!!

Há sensivelmente 4 anos atrás recebi uma convocatória para comparecer em tribunal. Fico abismada quando me relatam que eu tinha que prestar declarações sobre um acidente que tinha ocorrido nessa obra onde eu era Fiscal. Um funcionário da obra tinha caído de um andaime. E fiquei incrédula quando o oficial me relata que o resultado tinha sido que o dito funcionário tinha tido lesões graves que resultaram na incapacidade. Eu soube na altura, porque me contaram (não me recordo quem foi), que tinha havido um acidente em obra, um trabalhador tinha caído do andaime e tinha sido levado de ambulância. Mas como ninguém me chamou (nem da obra nem patrão) e quando questionei o Director de Obra e o Encarregado Geral, não me deram grandes explicações e minimizaram a situação, a minha pessoa achou que o funcionário deveria ter tido algum entorse ou partido a perna… Afinal, a obra continuou normalmente a decorrer!

Na passada quinta-feira recebi nova convocatória do tribunal. Fiquei perplexa! Dirigi-me hoje novamente a um tribunal onde o Oficial de Justiça me comunica que tem indicação para me constituir “arguida”… Confesso que “desabei”!!! Fiquei indignada!! Como poderia ser responsabilizada de tal forma? De uma coisa que não vi??? Prestei as mesmas declarações, bati na mesma tecla de que não vi nada, que não me foi comunicado sequer a ocorrência. Percebi que, querem apurar e imputar responsabilidades a alguém em termos de matéria de segurança em obra… Entre um Gabinete de Projectos, um Empreiteiro Geral, um Dono de Obra e uma engenheira técnica fiscal… Adivinhem qual é o “peixinho dourado” no meio dos “tubarões”? Se bem conheci a “índole” do meu ex-patrão, o mesmo deve ter alegado que tinha ao seu serviço uma engenheira civil e que na opinião dele seria essa a minha responsabilidade.

Tenho andado a moer a cabeça, a pesquisar na net, a falar com uma verdadeira e grande amiga minha que domina legislação de segurança. O que quero deixar bem claro, é que antes de assinarem contrato, os colegas tenham bem presente, quais as suas obrigações legais. Estas podem não estar todas escritas no contrato. É preferível gastar umas massas a consultar um advogado do que, passado 8 anos, como é o meu caso, verem-se envolvidos numa tremenda “embrulhada”. Uma coisa é aquilo que achamos que é o nosso trabalho. Outra coisa é o patrão acha que somos responsáveis e devemos fazer e outra é o que legalmente é aplicável à categoria profissional. Quanto a mim, adivinho que devo ser constituída arguida, mesmo não tendo visto nada…

Continuo a pesquisar lei em vigor na altura do acidente (Agosto de 2003) e já reuni legislação que penso que me vai ajudar Mas… Sou uma simples e honesta engenheira que ganha 1000 euros por mês (e considero-me com muita sorte).

Pelo sim, pelo não, vou procurar um advogado na área que me defenda, mas que não me deixe na falência (alguém conhece algum?).

Ser honesta é complicado…

Guest Post de Liliana Pessoa

Técnico em Prevenção de Riscos Laborais

A ESINE está a divulgar um curso que pode ser uma boa alternativa ao curso de técnico de higiene e segurança no trabalho (THST) pois é muito mais barato.

Como o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo, todas as formações que possam ser tiradas devem ser encaradas como uma mais-valia.

No sector da construção, este curso é ainda mais importante, uma vez é dos sectores onde o risco assume especial importância.

Entre muitas vantagens, este curso oferece:

  • Acesso 24 horas ao campus virtual;
  • Material Didático;
  • Certificado de conhecimentos.

Isto tudo em menos de 6 meses!

Para mais informações, basta clicar aqui ou no banner e inserir nome e contacto.