Archive for 23/03

E esta, hein?

Local: Algures em África

Intervenientes: Engenheiro Civil português e Operário de construção civil

Conversa: 

OP: – Dás-me as tuas botas?

ENG: – Não…

OP: – Dou-te a minha irmã em troca.

ENG: – :s 

A conversa é verídica. Realmente África é surreal…

Conselhos de Uma Engenheira

 


Alguns conselhos de uma Engenheira Civil (que já trabalha no meio há 12 anos) para Engenheiras Civis ou pretendentes a serem-no:

1) Nunca vás a entrevistas que sejam marcadas em hotéis. O teu local de trabalho deverá ter uma sede e um horário normal de expediente.

2) Nunca aceites jantares e almoços para um potencial patrão discutir/analisar a tua candidatura a um cargo de Engenheira. Isso faz-se num escritório da empresa ou num estaleiro de obra dentro do horário de laboração.

3) Patrão que te queira mostrar obras que tem em curso… Tem cuidado se, no meio da visita, ele começa a falar dos bens que tem (carros, imóveis,viagens, etc)…

4) É ilegal, durante uma entrevista, perguntarem-te aspectos de âmbito pessoal – se és casada ou tens namorado, se queres ter filhos, etc.

5) E é muito mau quando, no teu local de trabalho, o teu patrão te deixa bilhetinhos a dizer “que és muito especial”… É o começo do inferno para uma profissional.

(Guest Post de Liliana)

Betão de Má Qualidade no IP3

Algumas estruturas de betão do IP3 (que liga Vila Verde da Raia à Figueira da Foz) necessitam de reparação, pois o betão utilizado era de qualidade duvidosa. Este problema verifica-se principalmente no troço que atravessa a barragem da Aguieira.

Em teoria, as estruturas não deviam apresentar qualquer tipo de problema nos 50 anos após a construção. Porém, sete pontes deste Itinerário Principal, apesar de terem apenas 30 anos, carecem já de reparação.

Pela manifestação da patologia (betão a “esfarelar”, nalgumas zonas com armadura à vista) estamos provavelmente perante um caso de má mistura dos componentes do betão. Assim, poderá ter havido um cálculo errado das proporções de cimento, areia, brita e água ou então as proporções de projecto não foram respeitadas em obra. A utilização de areia de origem marítima mal lavada também poderá ser uma das causas da referida patologia, pois poderá ter provocado a corrosão das armaduras e consequente destacamento do betão.

A diminuição da durabilidade e resistência do betão poderia pôr em causa a segurança dos automobilistas.

Este problema vai “obrigar” a Estradas de Portugal a investir cerca de 50 milhões de euros para reabilitar as sete pontes nos concelhos de Penacova, Mortágua e Santa Comba Dão. Uma destas pontes terá mesmo que ser substituída, enquanto nas outras apenas é necessário reparar ou substituir pilares.

Humor: Casa na Montanha

Resultado De Sondagem Sobre Blogue

No passado dia  6 de Março foi colocada aqui uma sondagem para avaliar a opinião dos leitores acerca do blogue Engenharia Portugal. Após uma semana (mais tempo de compensação), dou por finalizada a votação.

Resultados Finais:
Está no bom caminho: 34 votos;
É muito bom: 8 votos;
Podia ser melhor: 5 votos;
Não vale nada: 2 voto.

Passemos então à análise dos resultados:

Mais uma vez, considero que participação foi baixa atendendo ao número de visitas diário: 49 pessoas votaram.

Destes, a maioria acha que o blogue está no bom caminho. Modéstia à parte, eu também partilho esta opinião. Obrigado pelo voto de confiança. Espero evoluir o blogue não só de maneira a manter este público como também de forma a cativar cada vez mais gente.

Em segundo lugar ficou o “é muito bom”. Acho que as 8 pessoas que votaram assim estão a exagerar um bocadinho, mas é com muito bom gosto que aceito tal elogio.

Logo atrás ficou o “podia ser melhor”. De facto, é uma realidade. Tudo pode ser melhorado. E eu gostava imenso de evoluir o blogue, mas para isso era importante saber que aspectos gostavam que melhorasse. Como já foi falado, existe a possibilidade de enviarem os próprios posts. Seria uma maneira interessante de fazermos evoluir isto para melhor.

Em último ficou o “não vale nada”. Felizmente apenas duas pessoas partilham esta opinião. No entanto gostava de “desafiar” as pessoas que votaram assim a dizerem o que acham que está mal, o que devia melhorar ou então se este blogue é como uma circunferência, pois não tem ponta por se lhe pegue.

Mais uma vez, agradeço a confiança demonstrada. Espero que continuem a visitar o blogue, divulguem o blogue,  comentem, enviem artigos para publicação, etc, etc.

Qual sugestão é sempre bem vinda, quer pelo e-mail engenhariaportugal@gmail.com, quer usando a caixa de comentários.

Para quem está a fazer a tese

Porque muito dos leitores estão neste momento a fazer a tese para conclusão do curso, aqui vai esta “tirinha”:

Mota-Engil em Moçambique

Iniciar-se-á em Abril a asfaltagem de cerca de 250 km de estrada da região da Zambézia, em Moçambique. A obra está adjudicada à portuguesa Mota-Engil e terá um custo total de 69 milhões de euros.

Assim,  a reabilitação destas estradas permitirá uma melhor ligação entre Mocuba e Milange (200 km) e Mocuba e Nampevo (50 km).

Os trabalhos têm uma duração estimada de 12 meses.

É mais uma obra adjudicada a uma empresa portuguesa no continente africano, que tem sido o destino de muitas das grandes empresas portuguesas

Greve dos Camionistas Pára Obras

O presidente da ATTIMA (Associação dos Transportadores de Terras, Inertes, Madeiras e Afins), Pedro Morais, afirmou à agência Lusa que algumas obras públicas estão neste momento paradas devido à greve dos camionistas que começou às 00h00 desta segunda-feira.

Uma das obras que se encontra paralisada é a do Túnel do Marão. Demolições em algumas escolas também estão em stand-by, pois não há camiões para retirarem os materiais e por isso não podem continuar a demolir. Mas outras obras públicas poderão parar se esta greve se mantiver.
Recorde-se que os camionistas estão em greve por tempo indeterminado com o objectivo de preços mais baixos de gasóleo, por exemplo. Em 2008, uma greve semelhante quase paralisou o país.

Fraude com Termos de Responsabilidade

Sou Engenheira Civil com relativamente poucos anos de experiência. Gostaria que os leitores do blogue Engenharia Portugal me dissessem qual a maneira de proceder neste meu caso:

Eu assino projectos APENAS quando sou a autora deles. No entanto, a minha entidade patronal tem vindo a pressionar-me para que assine projectos feitos por outras pessoa, o que eu RECUSO (obviamente).

No entanto, algumas vezes apercebo-me que passam alguns papéis com a minha assinatura que têm digitalizada. Não tenho provas concretas.

A validade de um pdf enviado por e-mail, sem original, pode ser contestada, pelo que penso que não me possa ser imputada qualquer responsabilidade (e neste ponto não tenho bem a certeza, pois se houver problemas é o meu nome que fica “na lama”). Além disso, a empresa está a ganhar dinheiro às minhas custas, do meu curso e do meu nome.

Como devo proceder? Contacto um advogado tirado das páginas amarelas? A Ordem já sei que não vale a pena recorrer pois não me vão ajudar nem dar qualquer apoio.

Qualquer sugestão será bem-vinda.

Obrigada!

(Guest Post de leitora devidamente identificada)

Produto Anti-sísmico Inovador

Vai começar, no final deste mês, a produzir-se um tipo de estruturas laminares anti-sísmicas e sustentáveis pela empresa ESLAM – Estruturas Laminares Engenharia SA. Segundo a empresa este tipo de estrutura vai revolucionar a indústria da construção civil.

Gonçalo Pereira Almeida, presidente da empresa ESLAM afirmou, numa apresentação pública que “Foi a partir do terramoto do Japão que um investigador descobriu esta tecnologia”, acrescentando que a “tecnologia patenteada é originária do Brasil e consiste num novo tipo de estrutura de betão, constituída por feixes de lâminas de betão”. Concluiu, dizendo que o fabrico desta estrutura “passa pelo trabalho de serralharia, ou seja, o que está por dentro da placa é que é diferencia este produto”.

A construção multilaminar de betão é muito utilizada no Brasil, nomeadamente para habitação social. Oferece produtos mais esbeltos, com espessuras entre 75mm em paredes e 120mm em lajes. Além disso, reduz o peso próprio da obra em até 30%.

Como qualquer elemento pré-fabricado, a grande vantagem está na grande rapidez de montagem: uma pequena casa com 120m2 pode ser montada numa semana. Outra das vantagens está na redução de custos de mão-de-obra e riscos de acidentes, pois a montagem destes elementos exige menor quantidade de mão-de-obra e menos tempo em obra. Quanto à sua capacidade de carga, uma parede de 75mm pode ser sujeita a cargas até 90 toneladas.

Segundo a empresa, o produto está a ter grande aceitação, pelo que espera-se que atinjam um volume de negócios de 3 milhões de euros neste ano com as vendas.

A ESLAM pretende também exportar o produto, estando já em contacto com Espanha, França, Roménia, Cabo Verde e Angola.

A investigação deste produto está a ser feita com a colaboração da Universidade Técnica de Lisboa, LNEC, Universidade de Coimbra, entre outros.