Fraude com Termos de Responsabilidade

Sou Engenheira Civil com relativamente poucos anos de experiência. Gostaria que os leitores do blogue Engenharia Portugal me dissessem qual a maneira de proceder neste meu caso:

Eu assino projectos APENAS quando sou a autora deles. No entanto, a minha entidade patronal tem vindo a pressionar-me para que assine projectos feitos por outras pessoa, o que eu RECUSO (obviamente).

No entanto, algumas vezes apercebo-me que passam alguns papéis com a minha assinatura que têm digitalizada. Não tenho provas concretas.

A validade de um pdf enviado por e-mail, sem original, pode ser contestada, pelo que penso que não me possa ser imputada qualquer responsabilidade (e neste ponto não tenho bem a certeza, pois se houver problemas é o meu nome que fica “na lama”). Além disso, a empresa está a ganhar dinheiro às minhas custas, do meu curso e do meu nome.

Como devo proceder? Contacto um advogado tirado das páginas amarelas? A Ordem já sei que não vale a pena recorrer pois não me vão ajudar nem dar qualquer apoio.

Qualquer sugestão será bem-vinda.

Obrigada!

(Guest Post de leitora devidamente identificada)

Produto Anti-sísmico Inovador

Vai começar, no final deste mês, a produzir-se um tipo de estruturas laminares anti-sísmicas e sustentáveis pela empresa ESLAM – Estruturas Laminares Engenharia SA. Segundo a empresa este tipo de estrutura vai revolucionar a indústria da construção civil.

Gonçalo Pereira Almeida, presidente da empresa ESLAM afirmou, numa apresentação pública que “Foi a partir do terramoto do Japão que um investigador descobriu esta tecnologia”, acrescentando que a “tecnologia patenteada é originária do Brasil e consiste num novo tipo de estrutura de betão, constituída por feixes de lâminas de betão”. Concluiu, dizendo que o fabrico desta estrutura “passa pelo trabalho de serralharia, ou seja, o que está por dentro da placa é que é diferencia este produto”.

A construção multilaminar de betão é muito utilizada no Brasil, nomeadamente para habitação social. Oferece produtos mais esbeltos, com espessuras entre 75mm em paredes e 120mm em lajes. Além disso, reduz o peso próprio da obra em até 30%.

Como qualquer elemento pré-fabricado, a grande vantagem está na grande rapidez de montagem: uma pequena casa com 120m2 pode ser montada numa semana. Outra das vantagens está na redução de custos de mão-de-obra e riscos de acidentes, pois a montagem destes elementos exige menor quantidade de mão-de-obra e menos tempo em obra. Quanto à sua capacidade de carga, uma parede de 75mm pode ser sujeita a cargas até 90 toneladas.

Segundo a empresa, o produto está a ter grande aceitação, pelo que espera-se que atinjam um volume de negócios de 3 milhões de euros neste ano com as vendas.

A ESLAM pretende também exportar o produto, estando já em contacto com Espanha, França, Roménia, Cabo Verde e Angola.

A investigação deste produto está a ser feita com a colaboração da Universidade Técnica de Lisboa, LNEC, Universidade de Coimbra, entre outros.

Sindicato da Construção Reune-se com Ministra

O Sindicato da Construção de Portugal (SCP) reuniu-se ontem, dia 10 de Março, com a Ministra do Trabalho (Helena André). O objectivo fundamental desta reunião é entregar “um documento alusivo à situação social e laboral do sector da construção”.

Segundo o SCP, o sector da construção está com graves problemas, prevendo que a curto prazo mais de 15 mil trabalhadores estejam desempregados. A estes 15 mil, há que somar os cerca de 90 mil que estão actualmente sem emprego.

É sabido que o sector da construção civil portuguesa esta a atravessar uma fase muita má, por causa da crise que actualmente assola o país.

E parece que os piores tempos ainda vêm a caminho…

Conduril – Construtora Duriense SA

A curiosidade sobre a empresa Conduril tem sido muita para os leitores deste blogue. Faço esta afirmação pois é a empresa que tem gerado mais clicks. A razão desta liderança no número de clicks deve-se ao facto de esta empresa ter ganho o prémio de melhor empresa da construção civil para se trabalhar (2011), como já foi aqui noticiado.

Mas quem é a Conduril?

A Conduril, ou melhor, a Conduril – Construtora Duriense SA (aliás, agora é denominada por Conduril Engenharia SA), é uma empresa que se dedica à execução de obras de engenharia e Obras Públicas. A sua fundação data de 1959 e emprega actualmente mais de 500 pessoas.

A sede desta empresa localiza-se em Ermesinde. No entanto as suas obras não se localizam apenas em Portugal. A Conduril tem também como destino das suas obras o solo africano, tendo já realizado obras em Marrocos, Angola, Moçambique e até mesmo no Botswana.

O seu site merece visita. Lá é possível visualizar fotos de algumas obras realizadas por esta empresa.

Diz quem trabalha lá que o prémio é justíssimo pois esta empresa oferece as melhores condições de trabalho.

Contactos:

Conduril – Construtora Duriense SA;

Av. Eng.º Duarte Pacheco, 1835;

4445-416 Ermesinde

Tel: 229 773 920

Fax: 229 748 668

Email: expedientegeral@conduril.pt

Hotel construido em 6 dias

O vídeo data de Novembro de 2010, mas publico hoje apenas para quem anda mais distraído.

O edifício foi construído na China (quem mais podia ser?) e recorre a elementos pré-fabricados. Funciona como Hotel (Ark Hotel) e tem 15 pisos. A estrutura demorou apenas 2 dias a ser concluida, enquanto os acabamentos demoraram os restantes 4 dias. A utilização de gruas móveis permitiu optimizar o processo construtivo.

Ainda tem dúvidas? Confirme:

Classes de Alvará

O valor das obras que determinam a classe de alvará é actualmente regido pela Portaria nº57/2011, publicada no passado dia 28 de Janeiro. Pode fazer download desta portaria no site do Diário da República Electrónico, clicando aqui.

Eis os valores das nove classes de alvará existentes:

VII Encontro Nacional de Estudantes de Engenharia Civil

Vai-se realizar em Lisboa no próximos dias 15, 16 e 17 de Abril de 2011 o VII Encontro Nacional de Estudantes e Engenharia Civil. As inscrições já se encontram abertas.

Este evento “chega” a Lisboa precisamente no ano do centenário do Instituto Superior Técnico. Serão três dias com palestras, visitas e momentos de convívio. Uma oportunidade única para partilha de experiências.

Os preços (até 28 de Março) são de 35€ (sem alojamento) e 85€ (alojamento incluído). Após o dia 28 de Março, os preços são agravados 5€ e 10€, conforme se queira alojamento ou não.

As inscrições podem ser efectuadas aqui.

Recorde-se que as duas últimas edições realizaram-se no Porto (2009) e Évora (2010).

A Casa que Voa!

Inspirados pelo filme de animação  “Up, Altamente!” (2009) alguns cientistas e engenheiros conseguiram a proeza de colocar uma casa a voar, com a ajuda de balões. No filme de animação da Pixar, um septuagenário amarrou alguns balões à sua casa para viajar até à América do Sul.

Assim, a National Geografic provou que pôr uma casa a voar era possível e não apenas algo de um filme de animação. Para isso recorreu a mais de 300 mil balões gigantes com hélio, atados a uma casa em madeira.

Este voo atingiu os 3000m de altitude, tendo honras de figurar no Guiness Book pois superou o record de voo com maior número de balões.

Eis o vídeo que compara o filme de animação com a proeza realizada no último fim de semana:

Resultado da Sondagem de Emprego

No dia 11 de Fevereiro foi colocada aqui uma sondagem para tentar perceber a opinião dos leitores relativamente à empregabilidade do curso de engenharia civil.

A pergunta era “Será difícil encontrar emprego em Engenharia Civil?” 

Resultados Finais:
Sim: 50 votos;
Não: 21 votos;
Não faço a mínima ideia: 12 votos;
Outro (Depende do país): 1 voto.

Passemos à análise dos resultados:

A participação foi baixa atendendo ao número de visitas diário: apenas 84 pessoas votaram.

Destes, a maioria acha que será difícil encontrar emprego. Por isso, das duas uma: ou vivemos num país de pessimistas ou então isto está mesmo muito mal! Aliado a isto está o facto do blogue ter também algumas visitas do Brasil, o que podia falsear um bocado os resultados da sondagem e, consequentemente, as conclusões.

É um facto que está complicado encontrar emprego em Portugal como engenheiro civil. Ora, se estamos com excesso de engenheiros qual seria a solução a adoptar?

Faria sentido a redução de vagas nas universidades para este curso? Medicina que tem a mais alta taxa de empregabilidade, não aumenta o número de vagas, apesar de haver insuficiências no número de médicos no país. Por isso “importamos” médicos do Brasil, Espanha e Leste da Europa.

O excesso de oferta (de engenheiros) leva a que aconteçam duas coisas: aumento do número de engenheiros civis desempregados e diminuição dos salários médios, pois há sempre alguém que aceita trabalhar muito e receber miseravelmente mal.

Uma coisa é certa: se não se constrói praticamente nada como é que as empresas vão ter dinheiro para contratar mais engenheiros?! Ou para pagarem um ordenado justo? É difícil…

Alguém tem uma solução para este caso bicudo?

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